quinta-feira, 12 de março de 2020

Lembras-te, Amor?

Lembras-te amor, do nosso primeiro beijo? Os nervos, talvez, os nervos, o desejo, a ansiedade, tudo junto, desorientou-nos e quanto rimos depois. Lembras-te amor? Parecia mos dois adolescentes inexperientes, e éramos. Éramos dois adolescentes à descoberta um do outro, à descoberta do amor que jamais tínhamos encontrado e sentido. Como eram bons os nossos beijos desajeitados. Como eram bons os nossos encontros proibidos. E proibidos porquê? Apenas porque a sociedade assim lhes chama, a sociedade que não sabe o que é o amor verdadeiro. A sociedade que não sente nem sabe sentir a realidade do que o coração ordena. E o coração por vezes, ordena o que a sociedade estabeleceu, como proibido. Será o amor proibido? Não! Para mim o amor existe, para ser vivido. O amor é a fonte da vida. O amor é a razão da existência do ser. Amar é sinónimo de felicidade. Quem ama e é amado, é um ser feliz. Quantas peripécias nós passámos para ser felizes, neste nosso amor proibido. Lembras-te amor, quando, como se fizesse parte de um filme, “fugi” através de uns andaimes de obra, para que não descobrissem o nosso amor? Lembras-te, amor? A felicidade valia por todos estes inconvenientes e aventuras. E éramos felizes! Muito felizes. Será que existe destino? Será que existem caminhos paralelos? Será que o acaso existe? Dizem que o acaso acontece, e que nada acontece por acaso, será que nós fazemos parte desse acaso? Se fazemos parte de um acaso, então porque o acaso nos uniu e de seguida, após anos de felicidade, nos separou?! Porque não seguimos o mesmo caminho e sim, um caminho paralelo? Caminho esse, que poderíamos ter deixado para trás. Caminho esse, que não era o da felicidade. Porquê? Porque o destino ou o acaso, nos fez voltar ao outro caminho? Só Deus sabe o porquê. Também só Deus sabe o quanto nos amámos e o quanto ainda nos amamos. Ainda me amas, não amas, amor? Maria Antonieta Oliveira 12-03-2020

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